Arquivos para Maio 23rd, 2008

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Relatórios da Violência. Falar do Congo e partilhar…

Maio 23, 2008

É a mínima manifestação de interesse.

O Emmanuel Kelekele enviou o Relatório da FIDH : République Démocratique du Congo: Briser l’Impunité.

No Festival Alkantara podemos acompanhar outra visão http://www.alkantarafestival.pt/esp06.html

the dialogue series: iii. dinozord

Centro cultural de Belém – palco do grande auditório
duração 1h50 min | bilhetes 10 € / 7,5 € 
segunda _ 26 maio 21h | terça _ 27 maio 21h

Faustin Linyekula vive e trabalha em Kisangani, terceira cidade da República Democrática do Congo, o antigo Zaire, o antigo Congo Belga, o antigo Estado Livre do Congo. Em Dinozord, visita a história recente da sua cidade, marcada pelo colonialismo, pela ditadura e dilacerada por uma sangrenta guerra civil. Que sonhos e aspirações restam para os habitantes de Kisangani? Como se pode devolver o nome e a dignidade às vítimas enterradas em valas comuns no cemitério da cidade?
Dinozord é um relato impressionante sobre opressão e resistência, um requiem que chora os mortos de guerras e conflitos incessantes. Mas é também uma afirmação resoluta e esperançosa do poder da arte e da beleza.

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Reminder: aula 27 de Maio

Maio 23, 2008

Na próxima aula retomaremos discussões pendentes (ver post: maus casos, bons para pensar) em torno do texto

  • Abu-Lugod, Leila 2002. “Do Muslim Women really need Saving? ” American Anthropologist” (108)3

Ainda a propósito desse texto, vejam, como anteriormente sugerido, o vídeo de Deborah Rodriguez (ao lado).

Se quiserem conhecer a minha reflexão em torno da gestão política da MGF em Portugal vejam 

  • CARDEIRA DA SILVA, Maria. 2008. ” A «guerra» contra MGF. Danos Colaterais” IN VÁRIOS- APF. 2008. Por Nascer mulher. Um outro lado dos Direitos Humanos. Lisboa:APF e
  • No prelo, 2008. “Cultures, Rights and Religions.  Small contributions from ethnography to great anthropological challenges”. Lisboa: CIDESC

Se houver tempo, avançaremos para discussão em torno do tema dos «Refugiados» com os textos de Mallki

  • MALKKI, Lisa H., 1996, “Speechless Emissaries: refugees, Humanitarism, and Dehistoricization”, Cultural Anthropology, Vol. 11, nº3, pps 377-404
  • 1995, “Refugees and Exile: From “Refugee Studies” to the National Order of Things”. Annual Review of Anthropology. Vol. 24, pps 495-523

 (Todos em Materiais da Disciplina)

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Maus casos, bons para pensar

Maio 23, 2008

A aula da Alice Frade, mais uma vez nos trouxe para a academia experiência e  advocay, ao lado de antropologia. A visão da evolução política dos «direitos reprodutivos» dentro e fora de Portugal alargou-nos o horizonte de análise. Obrigada, Alice!

Tal como em relação ao «tráfego de pessoas» de que nos falara Filipa Alvim, levantou-se aqui a questão relativamente à MGF (uma sigla, uma despersonalização, um diagnóstico…) em Portugal: «do women really need saving?». É preciso ousar colocar esta questão, sem qualquer agenda; porque não se pode ter agenda sem encontrar uma resposta para ela. Para isso, a etnografia é precisa: onde andam os antropólogos?

“Erradicação da MGF” é  terminologia internacional herdada a epidemologia. Isto também nos faz lembrar o «sindroma de Ulisses». Os «males» da cultura, são doença…há que “erradicá-los” ou “medicalizá-los”.

MCS