No texto ”Do Muslim Women Really Need Saving?”, Lila Abu-Lughod coloca, a certo ponto, as seguintes questões:
“Can there be a liberation that is Islamic? And, beyond this, is liberation even a goal for which all women or people strive? Are emancipation, equality, and rights part of a universal language we must use?” (Abu-Lughod, 2002: 788)
O artigo “Saudi Arabia’s Small Steps for Women”, escrito pelo jornalista Andrew Lee Buthers, e publicado como reportagem de capa da edição europeia da revista Time de 19 de Outubro deste ano, poderá, de certo modo, contribuir ao debate proposto por Abu-Lughod e igualmente desenvolvido por Saba Mahmood noutras obras.
A partir de Riade, Buthers examina as pequenas mudanças significativas que têm sido vivenciadas recentemente quanto ao papel da mulher na sociedade saudita. Não obstante o facto deste conjunto de medidas políticas “libertadoras” ter sido amplamente pressionado pelos Estados Unidos, será que se pode afirmar que o feminismo saudita se trata, na realidade, de um “feminismo islâmico”?
(Mais: vejam o excelente porfolio fotógrafico de Kate Brooks, que serve como excelente complemento ao artigo.)
PO