
Antropologia, Direitos Humanos e Novos Humanitarismos
Fevereiro 9, 2011Bem-vindos!
Este blog serve agora de suporte pedagógico e de partilha entre os participantes da Disciplina de Antropologia e Direitos Humanos (ADH) da Licenciatura em Antropologia, a Disciplina de Direitos Humanos e Novos Humanitarismos (DHNH) do Mestrado em Antropologia, e também da disciplina de Contextos Árabes e Islâmicos da licenciatura.
Há paginas reservadas para cada um dos grupo, mas o espaço para partilha e discussão, dentro e fora da academia, é muito.
Bom trabalho a todos!
MCS
http://online.wsj.com/video/un-suspends-libya-from-human-rights-council/1251D3C6-CD3D-467F-9561-70D015775D65.html
Mulheres… As grandes vítimas de violação de direitos humanos… até em casos de tentativa de subsistência.
Sobre os direitos humanos das mulheres.
O conceito dos direitos humanos das mulheres não se refere apenas às abordagens teóricas que as mulheres têm usado para transformar os conceitos de direitos humanos e os seus respectivos programas e agendas. Além de ser fundamental para a formulação dos desafios conceituais e das exigências cobradas pelas mulheres, a ideia de direitos humanos das mulheres teve, e tem, um enorme impacto como uma ferramenta de activismo político. O conceito de direitos humanos das mulheres abriu o caminho para que as mulheres em todo o mundo se começassem a questionar sobre a discriminação e violência sofridas diariamente. Seja utilizado dentro de um lobby político ou em processos judiciais, em mobilização popular ou em amplo trabalho educativo, a ideia de direitos humanos das mulheres tem sido um ponto de encontro para todo o sexo feminino e facilitou a criação de estratégias de colaboração para promover e proteger os direitos humanos das mulheres. Enquanto as mulheres têm levantado questões ao longo do tempo sobre o porquê dos seus direitos serem vistos como auxiliares aos direitos humanos, um esforço coordenado para mudar essa atitude com um quadro de direitos humanos ganhou impulso especial no início da década de 1990. A abertura de espaço para novos debates proporcionada pelo fim da Guerra Fria facilitou a troca de ideias e experiências entre as mulheres ao redor do mundo que levou à criação de estratégias sobre como fazer as perspectivas dos direitos humanos das mulheres mais visíveis. Durante a última década, surgiram vários movimentos em torno dos direitos humanos das mulheres para desafiar as noções limitadas de direitos humanos, focando-se especialmente na violência contra as mulheres como um exemplo do preconceito na prática e na teoria dos direitos humanos. A Conferência Mundial sobre Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas realizada em Viena em 1993 foi a primeira reunião desse tipo desde 1968 e tornou-se um veículo natural para realçar as novas visões do pensamento e da prática dos direitos humanos a ser desenvolvidos por mulheres. No momento de convocação da Conferência, a ideia de que “os direitos das mulheres são direitos humanos” tornou-se a convocação de milhares de pessoas em todo o mundo e um dos mais discutidos debates sobre direitos humanos. A Declaração de Viena e o Programa de Acção, o produto final da conferência, destina-se a sinalizar o acordo da comunidade internacional sobre a situação dos direitos humanos, de forma inequívoca: Os direitos humanos das mulheres e das meninas são uma parte inalienável, integral e indivisível dos direitos humanos universais (Declaração de Viena – I, 18,1993).