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A Mulher Afegã: Debaixo da Tirania dos Fundamentalistas

Abril 27, 2008

A mulher afegã acorrentada pelo fundamentalismo muçulmano:

Imagem retirada do site da Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (RAWA). Esta associação luta pelos direitos humanos, pelos direitos das mulheres e pela justiça social no Afeganistão.
Daniela

 

 

 

5 comentários

  1. Uma imagem que mostra uma pura visão ocidental. Tal como refere Abu-Lughod no seu texto, para compreender melhor esta cultura, as suas tradições, posições, ou actos, há que olhar para os aspectos históricos da sua formação: o uso do véu é um acto voluntário por parte das mulheres que traz consigo variados significados, entre eles o comprometimento moral e o sentimento de honra associado à familia e que surgiu associado ao respeito e modestia da mulher.


  2. Concordo plenamente! Mas então quais são os limites do relativismo cultural??

    Elucidem-me.


  3. Será que o sentimento é unânime e aceite voluntariamente por todas as mulheres? Será que poderemos em todas as situações indicar que se trata de algo associado a uma formação? Até onde vai o relativismo cultural? ( Não estou de forma alguma,a tentar contrapor aquilo que Lughod escreve sobre o assunto), mas surgem sempre estas questões!


  4. Uma imagem que mostra UMA visão afegã manobrando os estereótipos ocidentais a seu favor! Como associação, a RAWA tem todo o interesse em utilizar este tipo de imaginário de forma a sensibilizar os “cidadãos do mundo”, ainda que a sua luta não se reduza à questão da burca (a figura parece-me apelar quase directamente ao caso) – não estou a julgar ou a dizer que se trata de algo extremamente estratégico e/ou pouco sincero, é uma forma de mobilização como outra qualquer.

    Se o sentimento de honra associado à burca é unânime e o seu uso voluntário para toda a população feminina… ainda que o fosse, poderíamos sempre questionar se tal não resultaria de uma espécie de “conformismo” resultante da pressão e violência estruturais a que estas mulheres estiveram sujeitas ao longo de anos, profundamente ditadoras do uso do véu e de um tipo de perfil de género particular. Não estou muito informada sobre a história e os padrões culturais afegãos, mas parece-me uma hipótese a ter igualmente em conta que, claro, vem complicar ainda mais a resposta à dúvida sobre os limites do relativismo cultural. Do texto da Abu-Lughod tirei uma interrogação que me pareceu interessante: não serão os paradigmas do relativismo e da não-intervenção absurdos nos dias correm, uma vez que assentam [directa ou indirectamente] na hipótese de “culturas genuínas”, visão já mais que desconstruída pela reflexão antropológica e pelo facto da globalização? A autora sugere que os limites se encontram entre os direitos essenciais – paz, nutrição, etc – e todos os outros; pessoalmente agrada-me que se esboce esta fronteira, ajuda a separar a acção militante da investigação antropológica propriamente dita. Equacionados lado a lado com o bom senso e a honestidade intelectual, o relativismo e a não-intervenção parecem-me ser boas orientações gerais para o trabalho dos antropólogos.


  5. Eu estou lendo um livro sobre essas mulheres e é bastante curioso com são as vidas delas, é uma tristeza. Gostaria que me dessem mais informações sobre elas, pois tenho uma pesquisa escolar. Obrigado.



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