Archive for Maio, 2008

h1

Universalismo e Relativismo Cultural

Maio 31, 2008

“A inserção da pessoa humana como sujeito de direito internacional e a consequente afirmação dos direitos humanos em diversos documentos internacionais, principalmente a partir do pós-guerra, promovem o debate em torno do alcance das normas de direitos humanos. O pluralismo cultural impede a construção de uma moral universal? Os direitos humanos são universais ou culturalmente relativos? Essa problemática é desenvolvida sob um pilar fundamental: o diálogo intercultural”.

 

Érica de Souza Pessanha Peixoto (nome da autora)

 

 

 Isto é o resumo de um texto que aborda temáticas muito interessantes. Quem estiver interessado em lê-lo pode encontrá-lo neste endereço:

http://conpedi.org/manaus/arquivos/anais/campos/erica_pessanha_peixoto.pdf

 

 

Daniela

 

h1

Boaventura Sousa Santos e a sua concepção multicultural dos direitos humanos

Maio 30, 2008

O texto do Boaventura ajudou-me a perceber algumas questões que não tinham ficado muito esclarecidas em anteriores discussões, sobretudo em relação a Abu-Lughod e a sua critica ao relativismo cultural.

Agora percebo o que ela quer dizer em Do Muslin Women really need saving? Parece, assim, que a minha intervenção na aula foi defeituosa mas só assim aprendemos..

Neste mundo globalizado em que vivemos o grande debate entre universalismo e relativismo, de outrota, talvez deixe assim de fazer verdadeiro sentido…

” cultural relativism marks a major stage in the reduction of the Other to the same. All differences are preserved and denied at the same time”, segundo Paul Rabinow em Washburn, página 939

Bons estudos,

Maria Joao Nunes

h1

A propósito da medicalização de refugiados e “outros” em trânsito…

Maio 29, 2008

h1

Véu=opressão?

Maio 28, 2008

In the common Western imagination, the image of the veiled Muslim woman stands for oppression in the Muslim world. This makes it hard to think about the Muslim world without thinking about women, sets up an “us” and “them” relationship with Muslim women, and ignores the variety of ways of life practiced by women in different parts of the Muslim world. Anthropologist Lila Abu-Lughod emphasizes that veiling should not be confused with a lack of agency or even traditionalism. Western feminists who take it upon themselves to speak on behalf of oppressed Muslim women assume that individual desire and social convention are inherently at odds: something not borne out by the experience of Islamic society.

Este sumário introduz um texto de Lila Abu-Lughod, “The Muslim woman. The power of images and the danger of pity“, publicado na revista Eurozine em 2006. Não acrescentando nada de radicalmente novo ao que temos falado nas aulas, é, no entanto, mais uma contribuição para o tema em debate, muito bem colocado pela autora neste parágrafo inicial:

What images do we, in the United States or Europe, have of Muslim women, or women from the region known as the Middle East? Our lives are saturated with images, images that are strangely confined to a very limited set of tropes or themes. The oppressed Muslim woman. The veiled Muslim woman. The Muslim woman who does not have the same freedoms we have. The woman ruled by her religion. The woman ruled by her men.

Cristina

h1

Colóquio: Direitos, Saúde, Cooperação

Maio 27, 2008

Dia 3 de Junho no auditório Novo da Assembleia a República

ver programa aqui

h1

Conferência: Universalismo e Cosmopolitismo

Maio 27, 2008

Muito a propósito dos textos que vamos ainda discutir para a semana em torno de direitos humanos e multiculturalismo (Ericksen, Boaventura Sousa Santos e Verena Stolke)

h1

Relatórios da Violência. Falar do Congo e partilhar…

Maio 23, 2008

É a mínima manifestação de interesse.

O Emmanuel Kelekele enviou o Relatório da FIDH : République Démocratique du Congo: Briser l’Impunité.

No Festival Alkantara podemos acompanhar outra visão http://www.alkantarafestival.pt/esp06.html

the dialogue series: iii. dinozord

Centro cultural de Belém – palco do grande auditório
duração 1h50 min | bilhetes 10 € / 7,5 € 
segunda _ 26 maio 21h | terça _ 27 maio 21h

Faustin Linyekula vive e trabalha em Kisangani, terceira cidade da República Democrática do Congo, o antigo Zaire, o antigo Congo Belga, o antigo Estado Livre do Congo. Em Dinozord, visita a história recente da sua cidade, marcada pelo colonialismo, pela ditadura e dilacerada por uma sangrenta guerra civil. Que sonhos e aspirações restam para os habitantes de Kisangani? Como se pode devolver o nome e a dignidade às vítimas enterradas em valas comuns no cemitério da cidade?
Dinozord é um relato impressionante sobre opressão e resistência, um requiem que chora os mortos de guerras e conflitos incessantes. Mas é também uma afirmação resoluta e esperançosa do poder da arte e da beleza.

h1

Reminder: aula 27 de Maio

Maio 23, 2008

Na próxima aula retomaremos discussões pendentes (ver post: maus casos, bons para pensar) em torno do texto

  • Abu-Lugod, Leila 2002. “Do Muslim Women really need Saving? ” American Anthropologist” (108)3

Ainda a propósito desse texto, vejam, como anteriormente sugerido, o vídeo de Deborah Rodriguez (ao lado).

Se quiserem conhecer a minha reflexão em torno da gestão política da MGF em Portugal vejam 

  • CARDEIRA DA SILVA, Maria. 2008. ” A «guerra» contra MGF. Danos Colaterais” IN VÁRIOS- APF. 2008. Por Nascer mulher. Um outro lado dos Direitos Humanos. Lisboa:APF e
  • No prelo, 2008. “Cultures, Rights and Religions.  Small contributions from ethnography to great anthropological challenges”. Lisboa: CIDESC

Se houver tempo, avançaremos para discussão em torno do tema dos «Refugiados» com os textos de Mallki

  • MALKKI, Lisa H., 1996, “Speechless Emissaries: refugees, Humanitarism, and Dehistoricization”, Cultural Anthropology, Vol. 11, nº3, pps 377-404
  • 1995, “Refugees and Exile: From “Refugee Studies” to the National Order of Things”. Annual Review of Anthropology. Vol. 24, pps 495-523

 (Todos em Materiais da Disciplina)

h1

Maus casos, bons para pensar

Maio 23, 2008

A aula da Alice Frade, mais uma vez nos trouxe para a academia experiência e  advocay, ao lado de antropologia. A visão da evolução política dos «direitos reprodutivos» dentro e fora de Portugal alargou-nos o horizonte de análise. Obrigada, Alice!

Tal como em relação ao «tráfego de pessoas» de que nos falara Filipa Alvim, levantou-se aqui a questão relativamente à MGF (uma sigla, uma despersonalização, um diagnóstico…) em Portugal: «do women really need saving?». É preciso ousar colocar esta questão, sem qualquer agenda; porque não se pode ter agenda sem encontrar uma resposta para ela. Para isso, a etnografia é precisa: onde andam os antropólogos?

“Erradicação da MGF” é  terminologia internacional herdada a epidemologia. Isto também nos faz lembrar o «sindroma de Ulisses». Os «males» da cultura, são doença…há que “erradicá-los” ou “medicalizá-los”.

MCS

h1

Mutilação Genital Feminina na Somália

Maio 20, 2008

A situação da mutilação genital feminina na Somália, apesar de ilegal, continua a ser bastante comum.

Um pequeno vídeo onde se vê o porquê desta prática e os esforços que têm sido feitos para a travar.

 

http://www.youtube.com/watch?v=6bfzSG6Mt_M

 

 

 

Um vídeo da UNICEF sobre a mesma questão na Etiópia.

 

http://www.youtube.com/watch?v=uBJysHfocts

 

 

Kensu (Pedro Leal)