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« Concurso do Sofrimento»

Junho 26, 2008

Folheava eu o Courrier Internacional, quando me deparei com um artigo do jornal  »Mail & Guardian» de Joanesburgo que, dava conta de um concurso de beleza, no mínimo diferente.

 O concurso tem o nome de « Miss Mina Terrestre», um concurso de beleza com modelos vitimas de mutilação e a sua primeira edição teve lugar em Luanda (Angola), que conta com 80 mil pessoas mutiladas após 20 anos de guerra civil.

 O próximo destino deste concurso, será o Camboja que conta com 63 mil vítimas de minas terrestres e, com cerca de um milhão de  minas que ainda estão enterradas.

Ideia de um realizador norueguês( Morten Traavik), este concurso como calculam tem gerado muita polémica … Algumas agências humanitárias internacionais consideram o concurso como « um espectáculo de horrores», Kek Galabru, presidente  do Licadho, grupo de Direitos  Humanos  Phonom Penh,consiedra que é importante chamar a atenção  mas não desta forma, «usando as vítimas». Mas para Morten, é uma forma de «chamar a atenção global para um problema sério e desnecessário»… e também, põe em causa a maneira como nós, ocidentais, olhamos para o Terceiro Mundo ! . Estou farto das campanhas sociais  com fotografias a preto e branco de africanos e cambojanos esfarrapados»…

 E esta?? Gostava de lançar a conversa….

   ( Fonte: Courrier Internacional)

                                                                    

 Cátia Ferreira (katyaz)

2 comentários

  1. O conceito “concurso de beleza” já é polémico no que significa de imposição de uma imagem hegemónica do que é considerado “beleza feminina”, e sobretudo contestável quanto ao conceito de mulher que lhe subjaz.
    Um “concurso de beleza” de mutiladas de guerra parece-me uma provocação gratuita. Claro que chama a atenção, mas também a Benetton usou imagens semelhantes para chamar a atenção para os seus produtos com o objectivo de melhor os vender.
    Talvez este senhor, para além de outras melhores intenções possíveis, também esteja a tentar vender os seus.
    Com as devidas ressalvas e distâncias, esta atitude de exportação de determinados conceitos do “primeiro mundo” para o “terceiro” não esteja assim tão longe da retórica de salvação das mulheres muçulmanas de que fala Lila Abu-Lughod e do “salão de beleza” para mulheres em Kabul.


  2. A causa é nobre, necessária e com um propósito válido, mas não se lhe poderia ter atribuído outra designação?…o que é certo é que, apesar do mau gosto, chama a nossa atenção!

    Parábéns pelo espaço, aparece no meu cantinho, tenho grandes novidades por lá.

    Abraço,
    Sónia



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