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ADH – aula de 22 Março

Março 18, 2011

Na próxima 3ª feira, para além de prosseguirmos com a discussão da relação desafiante da Antropologia com os Direitos Humanos, vamos também discutir a ideia da pobreza, susbtanciada em exemplos etnográficos. Para isso juntamos à discussão o texto 

Booth D, Leach M, Tierney A (1999)  Experiencing poverty in Africa: perspectives from anthropology.Background Paper No. 1(b) for the World Bank Poverty Status Report 1999

Bom trabalho

3 comentários

  1. http://www.unric.org/pt/objectivos-de-desenvolvimento-do-milenio-actualidade

    De acordo com o conteúdo geral – a pobreza – da aula de hoje (22 de Março), parece-me bastante útil partilhar um relevante projecto (citado pela professora), onde recai um importante compromisso no que diz respeito ao combate à pobreza: “Objectivos do Milénio”.

    O texto da aula em questão – “Experiencing poverty in Africa (…)” bem como o debate em seu torno, deu-nos a percepção de que o trabalho antropológico tem contribuído para as perspectivas de análise que, consequentemente, irão propor uma melhor aplicação dos projectos em questão, sendo neste caso medidas de combate à pobreza. É, portanto, necessária uma aborgadem profunda de conhecimentos específicos, em contextos sociais e culturais, que proporcionem condições estáveis às práticas de acção dos projectos, de modo a evitar fracas e falhadas prestações. O especializado conhecimento das circunstâncias quer a nível regional, quer a nível histórico, são essenciais nestas acções de combate para não ferir as concepções culturais que englobam, indirectamente, diversos fins. É neste contexto que o parecer do simples conceito de pobreza não se mostra por si só incomplexo mas antes, multidimensional: a definição deste conceito é imprescindível nos estudos relativos à pobreza uma vez que permite uma visão mais clara do objecto de estudo e, por seu fim, viabiliza políticas públicas que busquem soluções para o problema.

    Se eu categorizar, empiricamente, o conceito de pobreza num juízo de valor terei, automaticamente, uma visão subjectiva perante outro indivíduo. Assim se encontram, também, as várias perspectivas analíticas das ciências, já abordadas anteriormente. A percepção de pobreza é bastante relativa, é uma ideia que varia conforme a época, o lugar, o grupo social, o género, a cultura, entre outros indicadores.
    Esta evolução reflecte, em parte, os diferentes contributos das várias abordagens, desmultiplicando-o em dimensões variadas, permitindo enquadrar todas as realidades associadas à pobreza.


  2. Na sequência da aula de hoje sobre a pobreza em África, achei interessante lançar algumas opiniões para debate. Tentando abster-me de opinião sobre o que se segue, gostaria de falar sobre uma perspectiva sobre a ajuda em África – a de James Shikwati. A sua opinião é criticada por muitos como por exemplo Jeffrey Sachs – autor de “Fim da Pobreza” e defensor acérrimo dos Objectivos do Milénio – mas também aclamada por outros. Shikwati é um economista queniano que defende que a ajuda do Ocidente para com África mais não faz do que prejudicar ainda mais o estado do continente. Na sua opinião a ajuda concedida gera muitas vezes, directa ou indirectamente, manipulações políticas e corrupção. Mais: a ajuda provoca dependências e impossibilita um aumento da criatividade dos povos africanos. Nas suas palavras: “If they [o Ocidente] really want to fight poverty, they should completely halt development aid and give Africa the opportunity to ensure its own survival. Currently, Africa is like a child that immediately cries for its babysitter when something goes wrong. Africa should stand on its own two feet.”

    Como foi hoje dito na aula, talvez se trate de compreender o contexto de cada região em particular, analisá-lo a fundo e não generalizar a pobreza, como muitas vezes é feito. Na minha opinião, talvez não necessitemos de ser tão radicais: ou ajudar demasiado, criando dependências que poderão ser impossíveis de mais tarde ultrapassar, ou cessar por completo a ajuda, o que se afigura impossível uma vez que muitos dos países ocidentais ainda se encontram imbuídos em antigas “culpas”, advindas do seu passado colonial. Talvez não seja só uma questão de ajuda económica, dar sem olhar a quem ou para o quê, talvez se trate, em certos contextos, de apostar no empowerment das populações. Falo-vos de um exemplo em particular: nos campos de refugiados sarahuis na Argélia, existe um acordo entre a população deste “Estado” e o Estado Cubano; Cuba compromete-se a pagar os estudos de indivíduos sarahuis na área da saúde, na condição de estes, depois de formados, retornarem ao seu país (durante X anos) e ajudarem a população com cuidados médicos.

    Aqui vos deixo as duas opiniões:

    uma entrevista com James Shikwati
    http://www.spiegel.de/international/spiegel/0,1518,363663,00.html

    e uma com Jeffrey Sachs sobre a importância da ajuda internacional:


  3. Muito bem, Rita. É sempre bom ouvir ‘dois lados’ (mesmo quando isso não esgora o espectro das probabilidades).



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