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A Carolina partilha

Maio 1, 2011

“The world’s worst place to be gay”

2 comentários

  1. Mulheres… As grandes vítimas de violação de direitos humanos… até em casos de tentativa de subsistência.


  2. Corajosa a reportagem, mesmo que se possa calcular que a chancela BBC serviu ao reporter de garantia indispensável para a sua concretização.
    Não sei se o Uganda será o pior sítio para se ser gay, há outros muito maus: Angola, Arábia Saudita, o norte-americano estado do Utah. Seja como for, nestes locais, a violação sistemática dos direitos humanos mais elementares é o discurso oficial e política de estado. Mas o que me incomodou no trabalho deste documentário foi a ideia de que no “Ocidente”, vivemos no melhor dos mundos e que a homofobia é um fenómeno do passado. Na Grã-Bretanha, como em Portugal há violência homofóbica,a homossexualidade é motivo de inúmeras discriminações, algumas das quais legais. Na Grã-Bretanha duas pessoas do mesmo sexo não se podem casar e em Portual, não podem ser candidatas à adopção. Em Portugal, no ano passado, o responsável do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, também oferecia “terapias de reconversão da orientação sexual”, sem galinhas decepadas é certo, mas com a mesma finalidade e princípios. Até há poucos meses atrás as dádivas de sangue recolhidas pelo Instituto Nacional de Sangue excluiam homossexcuais masculinos, a Igreja Católica e a hierarquia das principais religiões monoteístas no mundo condenam violentamente a homossexualidade. Por cá, pelo menos desde o processo Casa Pia, que a associação entre homossexualidade e pedofilia é comum. Os exemplos poderiam suceder-se e em nada justificam a barbaridade que se passa no Uganda, mas contextualizam e servem talvez para pensar mais densamente a realidade. A certa altura, no debate com os jovens o repórter britânico houve que a homossexualidade é uma doença ocidental que nada tem que ver com a cultura africana. A afirmação de autonomia de países que viveram até há pouco tempo debaixo do domínio colonial, também justifica a hegemonia do discurso homofóbico. Paralela e simetricamente, temos a política do “pinkwashing” do estado de Israel que promove uma imagem de tolerância face às minorias sexuais em contraponto com os estados áreabes da região, para benefício óbvio de uma guerra permanente em que a violação sistemática dos direitos humanos pode surgir assim mitigada.
    A ideia de que os homossexuais (no ocidente, claro!) são pessoas de classes altas, com o consequente poder de compra e vidas boémias, também se instala subtilmente para quem vê o filme – a correspondência acrítica ao estereotipo de senso-comum e basilar no discurso homofóbico.
    Em menos de dois dias o parlamento do Uganda decidirá se a homossexualidade é motivo para a aplicação da pena de morte, podemos juntar o nosso protesto aqui:

    http://www.avaaz.org/en/uganda_stop_homophobia_petition/?vl

    Obrigado Carolina por esta partilha!



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