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Are the Islamists ready to govern?

Outubro 31, 2011

Coluna de opinião em jornal Turco sobre a recente vitória islamista na Tunísia:

http://www.todayszaman.com/columnist-261407-are-the-islamists-ready-to-govern.html (30 de Outubro de 2011)

 

Catarina Correia

4 comentários

  1. O autor deste artigo afirma que o islamismo político conseguiu destacar-se como movimento de oposição no antigo regime de Ben Ali devido à grande influência que a religião tem na construção da identidade muçulmana. Realmente foi o Ennahada que venceu as eleições de 23 de Outubro. O seu slogan “Islam is the solution” parece indicar uma sinergia ideológica entre religião e política.
    Talvez seja uma hipótese concretizável, desde que exista um equilíbrio democrático que se fundamente nos direitos dos cidadãos e no avanço proactivo da sociedade.


    • Eu concordo com a Raquel Almeida, quando diz “Talvez seja uma hipótese concretizável, desde que exista um equilíbrio democrático que se fundamente nos direitos dos cidadãos e no avanço proactivo da sociedade”, apesar de, pessoalmente, achar que religião e política devem estar o mais afastadas possível.
      Na minha opinião, criou-se uma ideia estigmatizada de que os muçulmanos não conseguem separar a política da religião, no entanto, se olharmos para a Europa, a democracia cristã (corrente dominante do CDS) não tem um programa político baseado na Bíblia, acho que concordamos todos com isto, por isso olho com algum desdém, quando se colocam todos os movimentos que se reclamam do Islão político, como fundamentalistas que seguem a “Xari’a”. Acho que seria interessante desconstruir a confusão entre o Islão (religião) e o Islão político.

      Joana Camurça


  2. Não sei se acredito na hipótese concretizável que a Raquel expõe. Porque é que tem de haver “democracia”? Porque é que os países com religião marcadamente diferente da europeia e da norte-americana têm de agir segundo estes dois últimos? Porque é que se considera sempre que, a única maneira de progredirem a nível económico, social e político é através da adopção de medidas idênticas às dos outros dois continentes?
    Se se quer chegar ao encontro dos direitos dos cidadãos (educação e saúde, nomeados pelo autor do artigo) e no avanço proactivo da sociedade (que tipo de avanço proactivo? De que áreas estamos a tratar?) como fazê-lo? Fazem-se inquéritos ao cidadão comum? O governo tem dados palpáveis da realidade do seu país?
    É realmente aplicável o conceito da democracia num país com raízes, cultura e História tão profundamente diferente da Europa e da América do Norte?

    Joana, porque é que a religião e a política devem estar o mais afastadas possível? A religião não precisa de ser uma má influência na política. A religião pode ensinar bons valores aos seus cidadãos, sendo também aplicáveis na política. A religião católica teve grande influência durante a ditadura de Salazar e, ainda hoje, a nossa geração é influenciada por ela, quer directa como indirectamente.
    A democracia cristã europeia tem-se afastado gradualmente da Bíblia, mas não quer dizer que não esteja ligado a ela. O mundo sempre esteve em constante mutação, logo a política também tem de se adaptar ás constantes mudanças da realidade, podendo, no caso do CDS, ter valores que diferem da Bíblia, mas podendo tê-la como guide line.

    Confesso que não tenho grandes esperanças na implementação da democracia na Tunísia. Os media impuseram-nos um estado romântico da coisa: a democracia não foi imposta nem forçada por nenhum país do Ocidente (talvez o tenha sido no backstage?), mas as pessoas sentiram-se unidas, lutaram pelos ideais do seu país e rumaram de encontro à liberdade democrática que hoje chamamos democracia. Então, e agora? Já houve eleições, ganhou a oposição do antigo regime, e ainda estamos para ver o que vai acontecer. O partido vencedor, Ennahda, tem um peso quase insuportável nos seus ombros. tem de continuar a liderar o ideal da Primavera Árabe, superar as expectativas dos seus “superiores” do Ocidente e dos cidadãos que votaram no seu partido e é, ainda, uma premonição do futuro democrático do Egipto.


  3. Parece pertinente ver a actualidade da situação árabe, também tendo em conta a aula que tivemos com o professor Abdeljelil Larbi. Aqui fica uma noticia acerca do chamado “Outono Árabe”

    http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5476327-EI17594,00-Outono+arabe+na+Siria+por+que+a+intervencao+e+improvavel.html

    Cláudia Soares



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