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Cultural revolution

Novembro 17, 2011


Nacera Belaza

Ao realizar algumas pesquisas encontrei um artigo muito interessante no The Independent:
“Cultural revolution: How artists have been inspired by the Arab Spring
Events in London and elsewhere are highlighting responses by painters, poets and musicians to the Arab Spring, the run of political uprisings that has stunned the world, says Yasmin Alibhai-Brown”

O artigo faz referência ao facto de ter-se tornado “cool” ser arábe, como consequência dos motins e das deposições do poder instituído nos países árabes. Como resultado do “árabe cool“ o interesse na produção artística destes artistas aumentou muito, ao ponto de quebrar algumas regras do executivo político da Câmara de Londres (liderada pela direita), que não queria financiar eventos que tivessem relacionados com religião, raça e etnia. Organizaram um evento chamado Shubbak (janela), que começou em Julho deste ano, com o intento de literalmente abrir uma janela sobre o mundo e a cultura árabe.
O autor do artigo acrescenta que os artistas árabes que não tenham uma agenda política ou que não produzam trabalho politizado despertarão menos interesse junto do público. Assim parece haver uma tendência para o estreitamento da ligação entre actividades artísticas e políticas no mundo árabe dentro e fora do próprio território.

Ver Artigo:

http://www.independent.co.uk/arts-entertainment/art/features/cultural-revolution-how-artists-have-been-inspired-by-the-arab-spring-2314807.html

Denise Santos

One comment

  1. Obrigada pela partilha!
    A Nacera Belaza, esteve no final do mês de Outubro no Teatro Maria Matos com as suas duas últimas coreografias: “Le Cri” e “Les Sentinelles”.

    Partilho a informação relativa a este espectáculo que se encontra no site do Teatro Maria Matos:

    Le Cri, coreografia revelação do ano 2008.
    Sindicato francês dos críticos de teatro, música e dança

    A obra artística da coreógrafa argelina Nacera Belaza é fortemente determinada por um percurso autodidata, à procura de uma conciliação entre o seu amor pela dança e a sua fé muçulmana. Proibida de dançar durante toda a sua juventude — a dança era considerada um veículo de sedução e frivolidade — Belaza embarcou num processo lento e solitário: “Em bom rigor, foi a proibição que me levou a fazer as perguntas certas sobre o meu desejo profundo de dançar e sobre o que queria apresentar em palco. Danço com a minha fé, mas levei quase vinte anos a encontrar o meu caminho e descobrir as opções performativas adequadas”.
    O Teatro Maria Matos apresenta duas das criações de Nacera Belaza, dançadas com a sua irmã Dalila Belaza: Le Cri (O Grito) e Les Sentinelles (As Sentinelas). Um convite à descoberta de uma dança minimal e austera, uma poética do vazio.

    Melissa Rodrigues



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