Archive for Outubro, 2014

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Ataques com ácido a mulheres iranianas

Outubro 30, 2014

Já que hoje iremos ter como apresentação textos relativos ao feminismo islâmico, em que Moghamam até trata o contexto do Irão, deixo aqui uma notícia acerca das mulheres iranianas, em que muitas delas começam a ser atacadas com ácido.. Preocupante, diria eu, no mínimo…

http://www.publico.pt/mundo/noticia/iranianas-atacadas-com-acido-num-pais-onde-os-direitos-humanos-nao-param-de-piorar-1674550

Raquel Afonso

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“A Noite em que a Mesquista de Lisboa se encheu para debater o Estado Islâmico” – O Jantar-Tertúlia em notícia

Outubro 22, 2014

«“Por que é que algumas pessoas são atraídas para um grupo destes” era a sua maior dúvida, partilhada por muitos. “Aprendi coisas que não sabia, mas também fiquei com novas dúvidas”, dizia ao sair, ainda o debate continuava. Luísa, outra estreante, veio “porque há muita ignorância”. “Ligo a televisão e só oiço falar disto. Mas não percebo.”»

http://www.publico.pt/mundo/noticia/a-noite-em-que-a-mesquita-de-lisboa-se-encheu-para-debater-o-estado-islamico-1673797

Inês B. Gomes

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Tradição funebre e o ébola

Outubro 20, 2014

Deixo aqui este artigo do Diário de Notícias relativo a uma tentativa de “esquecimento” da tradição fúnebre muçulmana para corpos que tenham sido infectados com o ébola.

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4191054&utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

Ana Morgado

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“ESTADO ISLÂMICO TERIA TODO O GOSTO EM MATAR PORTUGUESES”

Outubro 20, 2014

Econtrei esta notícia no Diário de Notícias e achei interessante partilhar aqui por ser atual e coincidir com o que foi apresentado pelo meu grupo no âmbito do Orientalismo e onde se levantou a questão de existir uma convivência pacífica ou um conflito eminente. Fica aqui para refletir ….

Ana Carolina Neves

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4167003&utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook&page=-1

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Um olhar diferente

Outubro 18, 2014

Deixo aqui o link de três vídeos (espero que consigam visualizar sem problemas) de uma série chamada “Anthony Bourdain: Parts Unknown”, onde este chef Americano viaja para locais que não são muito conhecidos na intimidade e nos dá a conhecer, para além da gastronomia, uma diferente visão da realidade destes contextos que muitas vezes são distorcidos pelos media.

“Anthony Bourdain: Parts Unknown” – Líbia – http://www.movshare.net/video/3324c496594f9

“Anthony Bourdain: Parts Unknown” – Marrocos – http://www.movshare.net/video/dd81b862b06cf

“Anthony Bourdain: Parts Unknown” – Jerusalém – http://www.movshare.net/video/a07137f38648a

Ana Morgado

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“A Noiva Portuguesa da Jihad” – Notícia do jornal Expresso

Outubro 15, 2014

http://expresso.sapo.pt/a-noiva-portuguesa-da-jihad=f888068

Deixo aqui esta notícia por me ser familiar, pois a jovem em causa era de Galveias, no concelho de Ponte de Sôr, minha terra natal. Penso ser um tema a debater na aula: de que forma os radicalismos e a “guerra santa” influenciam indivíduos fora do contexto da mesma, levando a situações como esta.

Maria Cid

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Notícia da Sic Notícias

Outubro 15, 2014

http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/ei/2014-10-13-Como-lutam-os-jihadistas-

Encontrei esta notícia da Sic Notícias, sobre os guerreiros jihadistas, que penso ter interesse para discussão em contexto de aula.

Maria Cid

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Jantar – Tertúlia na Mesquita Central de Lisboa

Outubro 15, 2014

A Mesquita Central de Lisboa vai realizar um jantar-tertúlia, no dia 21 de Outubro, com a seguinte temática: “On the Emergence of the Islamic State from the Levante (East): forces and confliting interests in the disruption of Middle East”. Este assunto, como sabem, está a ser bastante debatido, mencionado e dissecado internacionalmente pelos media (para o bem e para o mal).

Estes encontros são realizados mensalmente e abordam sempre temáticas diferentes. Em Maio estive presente, juntamente com a Laura Almodovar, no jantar-tertúlia sobre circuncisão e mutilação genital feminina. Na altura estiveram no debate dois cirurgiões (um deles judeu, o outro muçulmano), que falaram sobre a circuncisão no âmbito do Judaísmo e do Islão; vários representantes de uma organização guineense (Projecto MUSQUEBA), a qual visa a educação e valorização das mulheres na Guiné-Bissau; uma representante da Amnistia Internacional; e, por fim, o próprio Imam da Mesquita, Sheik David Munir.

Fica ainda o seguinte artigo – The Centennial Crisis Cycle and the Middle East: 

http://www.theglobalist.com/the-centennial-crisis-cycle-and-the-middle-east/#.VD0UEd7_-TA.email

Inês B. Gomes

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Outubro 14, 2014

A luta das mulheres que trabalham no Paquistão: http://youtu.be/voKNt1i03Fg

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Comentário/crítica à publicação da colega Raquel Faria

Outubro 13, 2014

Olá a todos. Sou novo nestas lides de blogs mas vou tentar dar aqui a minha opinião em relação ao post da Raquel Faria “Matar é fácil” que chamou alguma atenção e achei interessante comentar.

Penso que haverá certamente algumas questões aqui a ter em conta e que merecem ser reflectidas com alguma profundidade.

A começar pelo próprio “Fábio”. Um nome que por razões óbvias (ou não) não é o verdadeiro e que está a ser utilizado como se de um novo ser se tratasse. Um alter-ego de alguém que afirma seguir segundo a Raquel, as palavras do Alcorão e que se identifica com a luta por uma causa que na minha opinião desconhece – em seguida tentarei explicar porquê. Poderemos estar perante a emergência de um indivíduo que simplesmente procura uma espécie de novo endereço para a sua vida e que (sendo verdadeira a entrevista) encontrou motivação neste grupo.

Por outro lado temos a questão dos media e da agenda setting. Uma grelha de assuntos seleccionados pelos media em vez de outros e que fazem a ordem dos dias. Assuntos esses que promovem o debate e a consequente opinião pública. Sem ler a entrevista, nesta capa podemos encontrar dois valores notícia importantíssimos para as manobras de debate e de opinião pública. São eles a morte e a proximidade como escreveu o ex-docente da FCSH Nelson Traquina na 2ª edição da sua obra “O que é Jornalismo”

Morte – “Onde há morte, há jornalistas. A morte é um valor-notícia fundamental para esta comunidade interpretativa (jornalistas) e uma razão que explica o negativismo do mundo jornalístico que é apresentado diariamente nas páginas dos jornais ou nos ecrãs de televisão” (Traquina,2007)

Proximidade – “sobretudo em termos geográficos, mas também em termos culturais…” (Traquina,2007).

Temos aqui uma situação de um jovem português (que nos é próximo) e que diz que “matar é fácil” e que por outro lado poderá morrer também.

Mesmo com a possibilidade de edição que este tipo de entrevistas permitem, partirei do princípio que a citação exposta na capa da revista foi dita pelo Fábio e que me levou à crença de poder denotar uma eventual confusão, uma crise de identidade por parte deste jovem – “Matar é fácil, sou capaz de matar qualquer um que lute contra o Islão”.

Vejamos: O Islão é uma religião! Penso que até aqui estamos de acordo. A luta a que eventualmente este jovem se refere é uma luta entre os estados unidos e aliados contra o Estado Islâmico e não contra o Islão. Não é uma luta entre países ocidentais e os países do médio oriente, não é uma luta a favor da irradicação do Islão como religião mas sim uma luta entre os EUA e os seus aliados e um grupo que emerge e que se quer afirmar como uma instituição dominante de todas as formas de pensamento, sejam elas laicas ou pertencentes a outros grupos igualmente islâmicos ou muçulmanos. É um grupo extremista que não representa uma religião no seu todo e que nem se quer como representante, como aliás foi visto há uns dias por um vídeo feito por um grupo de activistas britânicos que afirma que o Estado Islâmico não os representa. O vídeo pode ser visto no link abaixo:

http://p3.publico.pt/actualidade/politica/13844/o-ei-nao-representa-estes-jovens-muculmanos-britanicos

É um grupo que utiliza as mais bárbaras formas de violência para fazer valer a sua vontade de impor o califado no maior número de países possíveis.

Ora tentando agora me distanciar um pouco, sendo eu estudante e um indivíduo vivente na Europa, todo este raciocínio vai ao encontro de toda a informação ocidental que circula todos nos nossos meios de informação. Existem muçulmanos a viver em muitos países do mundo e não creio que exista definitivamente uma guerra entre religiões mas sim entre os seus extremos. Uma guerra entre duas ou mais novas formas de totalitarismo ou contra a proliferação do fanatismo e a idolatria que absorvem a mais nobre capacidade humana que é a capacidade de pensar.

Tudo isto terá razões históricas certamente ligadas também à questão da Sharia’a como se pode ler no texto de Coulson – “A History of Islamic Law”. Neste texto que aborda todo o desenvolvimento da lei Sharia’a (lei divina) desde o seu conceito tradicional até ao seu conceito moderno, numa parte introdutória, Coulson afirma que em contraste com o sistema jurídico baseado na razão humana (e que é mais característico dos países ocidentais), a lei divina possui duas grandes características

  • É um sistema rígido e imutável que incorpora normas de uma validade absoluta e eterna e que não é susceptível de modificação por qualquer autoridade legislativa
  • Para as muitas e diferentes pessoas que constituem o mundo do Islão, o divino ordenou Sharia’a para representar o padrão de uniformidade contra a variedade de sistemas jurídicos que seriam um inevitável resultado se a lei fosse produto da razão humana baseada em circunstâncias locais e em necessidades particulares de determinada comunidade.

Estas características permitem-nos perceber a incompatibilidade da lei islâmica com outras formas de legislação modernas ocidentais. Apesar de tudo, penso que as leis são minimamente respeitadas e reconhecidas quer pelo oriente, quer pelo ocidente. A raiz do problema está nos extremos.

Poderá ainda existir alguma ambivalência entre conceitos por várias pessoas que se dizem a favor ou contra o Estado Islâmico. Partindo da análise da capa desta revista, o Fábio poderá ser uma delas. “Matar é fácil…”, matar o pensamento parece-me ser uma tarefa mais difícil.

Nelson Boa Morte. 38078. Ciências da Comunicação