Archive for the ‘Uncategorized’ Category

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Um Longo Caminho pelos Direitos Humanos

Dezembro 10, 2018

Hoje, dia 10 de Dezembro de 2018, comemora-se o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Esta data serve, não só, para celebrar os progressos em nome da igualdade, mas também para relembrar que ainda há um longo caminho a ser percorrido, tanto em Portugal, como à volta do mundo.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/problemas-de-direitos-humanos-persistem-em-portugal-apesar-de-progressos-denuncia-amnistia-internacional

(Ana Inês)

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Halal and the Flavors of Islam

Dezembro 7, 2018

Para quem quiser ver o video completo que apresentei na aula, segue aqui o link:

Para os mais sensíveis, aconselho a saltarem dos 12:00 aos 14:00 minutos.

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O Fascismo que se segue!

Dezembro 7, 2018

” O Fascismo define-se de muitas maneiras, todas parciais. Segunda a época e o lugar, consiste no sequestro do Estado pelos interessas privados, ou no enquadramento da sociedade refém de um esquema que lhe dá cobertura, ou na criação de mecanismos mais ou menos brutais, para eliminar dissidências frente ao poder. Em geral, o Fascismo requer um líder carismático. Porém, nem sempre! Um regime pode parecer Fascista sem o ser: a Argentina de Eva Péron. E pode ser Fascista sem parecê-lo: Portugal de Oliveira Salazar.” (Enric González).  Mas que o Fascismo dá para muitas conjecturas, lá isso dá! É ver: o neoliberalismo em marcha; a cobrança desenfreada de impostos; a acumulação de riqueza por cada vez menos; a revolução tecnológica e a angústia galopante do desemprego ; o envelhecimento de certas élites; os movimentos migratórios; o acosso e  esbulho ao mundo Árabe. E, quase sempre, tudo em nome da Democracia! Vamos lá a saber como é possível tamanhos disparates. Em que embarcamos sorridentes. Tolinhos!?…

Arnaldo Vasques

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Alícia tinha glamour quanto bastasse!

Dezembro 6, 2018

Alícia, vivia num bairro caro de Madrid, doava esmolas e parecia ter uma vida de sucesso. A vizinhança e o próprio filho não suspeitavam das privações de Alícia, que a ninguém ousou falar dos seus problemas. De secretária de sucesso de uma firma conceituada, quando a empresa fechou portas, por reforma dos seus proprietários, passou a aceitar trabalhos menos qualificados. Até que o desemprego e a solidão a envolveram, não num abraço de carinho, mas no aperto de um nó que o coração foi incapaz de desapertar. No dia em que os “do Tribunal e do Banco” vieram para executar o “despejo”, Alícia, aquela mulher miúda, com ar aristocrático e elegante, não lhes abriu a porta. Atirando-se do n.º 4 do quinto andar daquele bairro chic de Madrid,  estatelou-se no empedrado da calçada, sem vida!

Nota: Diz o Governo,  ir agora alterar a “Lei dos despejos”, para que não se repitam este tipo de tragédias! Alícia não se terá “imolado” em vão, assim se espera e deseja.

Arnaldo Vasques

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Dezembro 6, 2018

Sami Naïr ( Tremecén, Argélia, 23 de agosto de 1946) politólogo, filósofo, sociólogo e catedrático francês, especialista em movimentos migratórios e demográficos, afirma estarem de volta ideologias que julgávamos já extintas. E acrescenta: o imparável processo de globalização leva a uma transformação social que ameaça provocar uma quebra acentuada nos direitos e liberdades conquistados nos últimos anos. O pensador, que recebeu em San Sebastián o prémio Ramón Rubial da Solidariedade e Cooperação, acentuou que se terão de aplicar doses de “muito humanismo” para fazer frente à situação actual. Sami, foi galardoado pela seu empenho na “defesa da democracia e da liberdade”, valores que poderão pôr fim ao frenético individualismo que ora se vive! (EL PAÍS, 2108.02.12)

Arnaldo Vasques

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O problema do feminismo islâmico

Dezembro 4, 2018

Este é um texto de opinião que surge do confronto com várias leituras ( Abu-Lughod, Moghadam, Mahmood) e debates nas aulas acerca da condição e experiência das mulheres em contextos islâmicos.

A corrente que pretende não só conciliar o Islão com as pautas feministas, mas também usar o próprio Islão como motor de uma consciência emancipatória, através de leituras do Alcorão sob uma luz alternativa, onde sobressaiam as questões de igualdade de género e agência feminina, é comummente chamada de feminismo islâmico. Posições diversas orbitam esta corrente: desde considerá-la uma contradição em termos ( ou se é muçulmana ou se é feminista) a aplaudi-la como via que se demarca do feminismo anglo-americanizado e hegemónico, passando por enquadrá-la simplesmente numa visão mais ampla, como parte constituinte de um feminismo global.
O maior elogio a atribuir ao feminismo islâmico, penso, prende-se com o facto desta proposta vir descolonizar o feminismo, dissociando libertação feminina do liberalismo ocidental. Não olhar com benevolência para as militantes do feminismo islâmico, é começar a perceber porque é que mulheres afegãs ( envoltas na narrativa da salvação, aquando a invasão do seu país), olham para as mulheres da República Islâmica do Irão com admiração, e quem sabe, como inspiração na condução de seus difíceis destinos (Abu-Lughod, 2002). O facto de as mulheres muçulmanas não invejarem as mulheres ocidentais também pode servir para colocar a ideia romantizada e cristalizada de liberdade feminina no Ocidente em causa, e repensarmos as nossas próprias lutas, que estão tão longe de acabar.
Porém, não retirando os louros das conquistas do feminismo islâmico, quero apresentar uma das vertentes que o torna problemático. O ano passado, assisti a uma palestra na faculdade sobre energia nuclear, como faca de dois gumes no jogo político, conduzida por um jovem intelectual iraniano. Ele apontava o dedo aos EUA, que sob o pretexto de uma ameaça nuclear, atrasavam o Irão no caminho da democratização, apesar desta estar a ser conseguida. Uma aluna na plateia não se conteve, e interrogou-o (e bem) sobre que tipo de democracia obrigava as mulheres a cobrirem-se, mostrando (menos bem)  imagens antes e depois da revolução iraniana para apoiar o seu argumento. O rapaz ficou visivelmente incomodado, respondendo que não se pode acreditar em toda a propaganda que encontramos na internet ( até porque a montagem por ela revelada era dificilmente verossímil, pelo menos para um historiador ou antropólogo). De seguida, como forma de se defender da crítica feita, começa a despejar números que Moghadam corrobora, acerca das mulheres participando nos órgãos políticos, incluindo nos jurídicos, e nos orgãos de comunicação, apresentando igualmente a alta taxa de mulheres que frequentam o ensino universitário no Irão.

Neste comentário, o feminismo islâmico revela-se. Porque se o feminismo é um grito contra estruturas de poder ( económico, político, cultural… configuradas em instituições como o Estado, o mercado, a família, a religião…) que historicamente oprimiram a mulher, a pergunta que testa a “qualidade” desse feminismo não pode nunca ser: quantas mulheres ocupam cargos estatais? Quantas se tornaram CEO de uma firma e quantas são juízas? Quantas estudam em faculdades? A pergunta a ser feita deve antes ser: Esse feminismo, que coloca mulheres no poder, serve as nossas mães e avós? Serve a mulher que limpa as nossas faculdades? Serve a mulher que vive na periferia ou num interior ruralizado?

Nesse aspecto, como nota Moghadam, um paralelismo com o feminismo liberal não é descabido, o que nos leva a concluir que a palavra islâmico em feminismo islâmico é de certa maneira um dog whistle¹, pois acreditando que esta discussão é apenas sobre se a via religiosa é tão válida como a secular no que concerne ao feminismo, aceitamos o reformismo como via possível, quando este não questiona as bases de uma estrutura inerentemente violenta. Considero-me uma feminista e considero-me uma crítica do feminismo liberal. Temo padecer de etnocentrismo ao olhar com desconfiança para o que pode significar feminismo islâmico. Mas se o relativismo é também uma manifestação de racismo, não devo compadecer-me deste tipo de feminismo, até porque ele se abriga num conceito guarda-chuva, igualmente discutível, que é o de feminismo global. Esse é descrito como uma estrutura multifacetada, capaz de «ultrapassar as diferenças ideológicas e de classe, acordando as medidas necessárias para a igualdade e o empoderamento das mulheres»(Moghadam, 2002). Fazer tábua rasa dessas diferenças, sobretudo as de classe, não será pois atrasar a luta pela igualdade das “desempoderadas”?

(Bea)

1- estratégia de comunicação em que um sentido de uma dada mensagem é captado pelo público geral, no entanto através da mesma mensagem, outro sentido encoberto ( e por vezes perigoso) é transmitido

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Racismo no metro do Rio de Janeiro

Dezembro 2, 2018

https://extra.globo.com/noticias/rio/video-mostra-caso-de-injuria-racial-no-metro-nao-quero-que-essa-preta-toque-em-mim-23270982.html

Na passada quinta-feira (29), um vídeo que mostra uma mulher branca a ser extremamente racista para com uma senhora negra no metro do Rio de Janeiro, foi publicado nas redes sociais e fez-me recordar um caso semelhante passado num avião da ryanair, no início de outubro. Até quando estas situações se vão repetir, vezes e vezes sem conta?

(Ana Inês Júlio)